Voto responsável: o exercício da...

Somos herdeiros de uma cultura extrativista. Nossos colonizadores vieram para o Brasil com a intenção de explorar as riquezas desta terra e não de construir aqui uma Pátria. Rui Barbosa, o grande tribuno brasileiro, alertou para o perigo das ratazanas que mordem sem piedade o erário público, perdendo a capacidade de se envergonhar com isso. Muitos políticos capitulam-se a esquemas de corrupção e enriquecimento ilícito, assaltando os cofres públicos e deixando um rombo criminoso nas verbas destinadas a atender as urgentes necessidades sociais. As campanhas milionárias já acenam e pavimentam o caminho da corrupção. A consequência inevitável desta sombria realidade é a profunda decepção com a maioria dos políticos que faz promessas demagogas em tempos de campanha, mas se esquece do povo ao longo de seus mandatos.


O resultado da corrupção e da administração pública perdulária é que apesar de sermos a sétima economia do mundo, temos um povo sofrido, com quarenta milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. Temos no Brasil uma das mais injustas e perversas distribuições de renda do planeta, ao mesmo tempo em que temos uma das mais altas cargas tributárias do mundo. O nosso problema não é falta de riqueza, mas falta de justiça. A igualdade dos direitos está apenas no papel da nossa lei magna, mas não na prática dessa lei.

Está chegando a hora de exercemos o nosso sagrado direito de escolher os nossos representantes. Votar é delegar a alguém o direito legítimo de nos representar. Mas, como escolher com responsabilidade? Qual é o perfil de um candidato digno do nosso voto?

Em primeiro lugar, é alguém que tem vocação política. O reformador João Calvino disse que “não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações”. A Bíblia diz que a autoridade constituída procede de Deus e é ministro de Deus para promover o bem e coibir o mal. Nenhum candidato deveria merecer o nosso voto sem que primeiro apresente evidências da sua vocação política.

Em segundo lugar, é alguém que tem preparo intelectual e sabedoria. Um candidato digno do nosso voto precisa ser preparado intelectualmente. Precisa ter independência para pensar, avaliar e decidir. Precisa conhecer as leis, os trâmites, os meandros do poder, as potencialidades da nação, as necessidades do povo, as prioridades sociais. Um político preparado não pode ser um refém nas mãos dos espertalhões. Não basta, entretanto, ter apenas conhecimento. É preciso também ter sabedoria. Sabedoria é usar o conhecimento para o bem e não para o mal. Sabedoria é tomar decisões compatíveis com os princípios e os valores absolutos estabelecidos pelo próprio Deus em favor do povo.

Em terceiro lugar, é alguém que tem um caráter incorruptível. Temos assistido, com espanto, o naufrágio moral de muitos caciques da política brasileira. Não poucos sucumbem diante do suborno e vendem sua consciência e a própria honra da nação. Há aqueles que são verdadeiros dráculas, deixando a nação anêmica, empanturrando-se do sangue daqueles que lutam bravamente para sobreviver. Se quisermos conhecer um bom político, precisamos examinar o seu passado. O político digno do nosso voto é aquele que ama mais o povo do que a si mesmo, que pensa mais no bem do povo do que no seu próprio bem-estar. É alguém movido pelo combustível do idealismo e do altruísmo e não pelo veneno da ganância insaciável.

Em quarto lugar, é alguém capaz de vislumbrar soluções para problemas aparentemente insolúveis. O verdadeiro político é uma pessoa de visão. Enxerga os vastos horizontes por sobre os ombros dos gigantes. Discerne o seu tempo, vislumbra o futuro e o traz para o presente, deixando sua marca na história. Constrói pontes para o futuro e antecipa soluções. O líder é alguém que abre caminhos para a solução de problemas aparentemente insolúveis. Nestas próximas eleições precisamos adotar três atitudes. Primeiro, devemos escolher os nossos representantes pela têmpera de seu caráter, pela história de sua vida e de suas lutas e não pela demagogia de suas promessas. Segundo, devemos fiscalizar os atos daqueles que foram eleitos. Terceiro, devemos orar a Deus pelos eleitos para que sejam íntegros e fiéis no exercício do seu mandato.

Reverendo Hernandes Dias Lopes Diretor executivo da LPC

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Você não esta sozinho!

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, ?a fim de que esteja para sempre convosco”?Jo 14.16


No curso intensivo de três anos, Jesus ensinou os discípulos com palavras e com exemplos. Falou-lhes aos ouvidos e aos olhos. Deu-lhes demonstração conceitual e prova prática. Os discípulos presenciaram muitos feitos de Cristo. Eles viram Jesus dar vista aos cegos, curar os enfermos, libertar os cativos, alimentar os famintos, consolar os aflitos e ressuscitar os mortos. Eles desfrutavam da presença visível e tangível de Cristo.

Podiam tocá-lo e abraçá-lo. Teve um que até colocou a cabeça no peito do Salvador. Mas, o tempo da partida estava próximo, a separação era inevitável, não tinha outro caminho. Portanto, Cristo iria deixá-los. A despedida nunca foi algo fácil para os seres humanos. O adeus não é assimilado com facilidade. Por isso, os discípulos ficaram cabisbaixos, tristes e desanimados. Contudo, antes da despedida, o Senhor fala-lhes palavras de encorajamento, e, sobretudo, de consolo.

As palavras de Cristo envolvem a participação efetiva de outra pessoa, porque revelam aos discípulos a promessa da vinda do outro consolador. Sua partida dará lugar definitivo à presença permanente da pessoa bendita do Espírito Santo. Se nalgum momento a solidão quiser morar no seu coração, lembre-se das palavras de Cristo. Você não está sozinho.

Referência para leitura: João 14.1-31

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Dia Mundial de Ação de Graças...continuação...... - 28/11/2013

A cura da ansiedade