Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado. (Salmos 51.2) 

Os cristãos , depois de terem recebido a aprovação de Deus por meio da fé e depois de saberem que os seus pecados são perdoados, não devem tornar-se superconfiantes e começar a pensar que estão imunes ao pecado. Eles ainda enfrentarão uma luta constante contra o pecado que ainda permanece neles, assim como aconteceu com Davi.

Devido à misericórdia e à graça de Deus, Davi recebeu a aprovação do Senhor e foi santificado por uma justiça completamente fora de si. A misericórdia e a graça de Deus não são emoções nem atitudes humanas. Pelo contrário, são uma bênção divina que recebemos ao acreditarmos que os nossos pecados foram perdoados em Cristo. Por causa de Cristo, nós podemos esperar misericórdia e compaixão, como Davi o fez no Salmo 51. Assim, a justiça que recebemos é completamente exterior a nós. É uma dádiva genuína de Deus, que é compassivo e misericordioso conosco por causa de Cristo.

Suponha que um homem que merece a pena de morte seja levado ao tribunal de um príncipe. Mas o príncipe o libertou por compaixão, mesmo ele merecendo nada além da morte. Você não diria que a culpa desse homem foi perdoada não por causa de qualquer coisa que ele tivesse feito, mas por causa da bondade do príncipe misericordioso? Porém, não basta que esse homem seja perdoado pelo crime cometido. Ele também deve ser libertado da cadeia, deve receber roupas para vestir e deve encontrar um emprego para que possa viver. O mesmo acontece conosco quando recebemos a aprovação de Deus. Depois que Deus, em sua misericórdia, nos liberta da culpa, nós ainda precisamos do dom do Espírito Santo para nos purificar do pecado que ainda resta em nós. Nós necessitamos que o Espírito nos fortaleça para que não sejamos dominados pelo pecado e por nossos desejos corrompidos. 

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.