Tempo perdido: Cuidado para não estragar sua vida - Parte 2

O conselho de um grande acadêmico, sobre o tempo. O grande filósofo, erudito e pregador Jonathan Edwards – fundador da Universidade de Yale –, escreveu sobre o tempo,[1] em dezembro de 1734. Seus pensamentos seguem, a seguir, resumidos. Ele coloca quatro razões por que o tempo é precioso:

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 Tempo perdido: Cuidado para não estragar sua vida - Parte 1
Palavra

Imagine um banco que credita na sua conta R$86.400 à meia-noite, logo na virada de um dia para outro. Você tem todo esse dinheiro para gastar, mas no fim do dia a conta é zerada. O saldo não passa para o dia seguinte. O que você faria? Deixaria o dinheiro no banco, ou iria à boca do caixa e retiraria até o último centavo assim que o banco abrisse? Acontece que esse banco existe, todos os habitantes do planeta têm essa conta, mas o crédito é feito a cada dia em segundos. Você tem diariamente exatamente 86.400 segundos para usar a cada 24 horas e o saldo não é transferido para o dia seguinte. Ricos, pobres, americanos, brasileiros, europeus, árabes, eslavos, asiáticos – todas as pessoas de todas as nacionalidades e de todas as classes sociais têm exatamente a mesma quantidade de tempo, dia após dia para as atividades da vida. E não é uma conta especial – a conta não admite ir além do saldo. O único investimento válido é aquele que é produtivo para a sua vida, de alguma forma. Você tem que aplicar esses segundos em algo que valha alguma coisa, que faça diferença em sua vida. E você também, nessa conta, não pode tomar emprestado de outra pessoa.

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Afinal, o Que é Orar?
Palavra

Augustus Nicodemus Lopes

Orar a Deus deveria ser uma coisa simples. Todavia, poucos assuntos precisam de mais esclarecimentos do que a oração. Há muitos conceitos errados sobre a oração por causa do misticismo e da superstição que acometem o ser humano (não somente os brasileiros), por falta de mais conhecimento bíblico sobre o assunto e por causa de ideias equivocadas que as pessoas têm sobre Deus. Seguem alguns pontos sobre oração que penso que são fundamentais e também relevantes para nós hoje. Estou pressupondo o básico: quem vai orar acredita que Deus existe e que Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.1-2 e 6).

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Encarnação, O Grande Mistério do Cristianismo
Palavra

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" (Jo 1.14). 

Atanásio, o grande vencedor da ortodoxia, no concílio de Nicéia, em 325 d.C., disse, acertadamente, que a encarnação do Verbo é o grande mistério do Cristianismo. O apóstolo João, no vestíbulo de seu evangelho, apresenta-nos o Verbo eterno, pessoal, divino, auto-existente, agente da criação, luz que ilumina todo homem e o único nome pelo qual podemos receber de Deus a salvação. A encarnação é uma doutrina cristã que transcende nosso entendimento, mas nutre nossa alma de gloriosa segurança. Três verdades são enfatizadas no texto em tela.

Em primeiro lugar, o auto-esvaziamento daquele que é transcendente. O Verbo tem os mesmos atributos de Deus e realiza as mesmas obras de Deus, portanto, ele é Deus. Deus de Deus, Luz de Luz, co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai. Ele não deixou de ser Deus ao entrar no mundo e se fazer Homem nem deixou de ser Homem ao retornar ao céu como Deus. Seus atributos são divinos: Ele é imenso, infinito, eterno, imutável, auto-existente, onipotente, onisciente, onipresente e transcendente. Ele é maior do que tudo quanto existe. Não há sequer um centímetro deste vasto e insondável universo onde ele não esteja e não seja o Senhor. Nem o céu dos céus pode contê-lo. Ele é transcendente! Na plenitude dos tempos, ele esvaziou a si mesmo, tornou-se um zigoto, um embrião, um feto, um bebê. Nasceu de uma virgem, foi colocado numa manjedoura, enfaixado em panos e cresceu em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. Ele vestiu pele humana, pisou o nosso chão, comeu o nosso pão, bebeu a nossa água, chorou as nossas lágrimas, sentiu a nossa dor, foi traspassado pelas nossas iniquidades, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. Oh, que glorioso mistério: Deus se fez homem, o eterno entrou no tempo. Sendo ele Senhor, se fez servo. Sendo ele rico, se fez pobre por amor de nós. Sendo ele, santo foi feito pecado por nós. Sendo ele bendito, foi feito maldição para que nós fôssemos benditos eternamente. 

Em segundo lugar, a auto-revelação cheia de graça e verdade daquele que é santo e justo. Se o Verbo divino tivesse vindo até nós cheio de justiça e juízo estaríamos arruinados. Aos seus olhos, o melhor de nós, nossas justiças, não passam de trapo de imundícia. E o pior de nós, os nossos pecados, o que seriam aos seus olhos? Ele veio não para nos condenar, mas para nos salvar. Veio não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em nosso resgate. Ele nos amou não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Ele pôs seu coração em nós, quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Estávamos perdidos e fomos achados. Estávamos mortos e recebemos vida. Éramos escravos do pecado, depravados e condenados e ele nos libertou, nos ressuscitou para uma nova vida e transformou nossa história, fazendo-nos assentar com ele, nos lugares celestiais.

Em terceiro lugar, a manifestação plena daquele que é glorioso. O texto conclui, dizendo: "... e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai". A glória não é um atributo de Deus, como santidade, justiça e misericórdia, mas a manifestação máxima de todos os atributos de Deus, no seu pleno fulgor. Quando os profetas do Antigo Testamento foram levantados, enfatizaram os atributos de Deus. Isaías enfatizou sua santidade. Amós, a sua justiça e Oséias, a sua misericórdia. Quando, porém, Jesus veio, na plenitude dos tempos, ele estampou diante de nós, não apenas sua santidade, justiça e misericórdia, mas todo o fulgor da glória de Deus. Nele habitou corporalmente, toda a plenitude da divindade. Ele é o resplendor da glória e a exata expressão do ser de Deus. Ele mesmo disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai, porque eu e o Pai somos um”. Se quisermos saber quão magnífico é o nosso Deus, devemos olhar para Jesus! Ele é a exegese de Deus. Ele veio nos revelar Deus e nos levar de volta para a presença de Deus. Ele é o caminho para Deus. Ele é a porta de acesso à presença de Deus. Ele é o Verbo que se fez carne. Ele é o Deus Emanuel!

Reverendo Hernandes Dias Lopes
Diretor executivo da LPC

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Cristianismo e Universidade (2) - Homem dentro na caixa
Palavra

Deus... fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós” (Atos 17.26-28).

Nestas palavras do apóstolo Paulo aos filósofos estóicos e epicureus do areópago de Atenas, em meados da década de 50 d.C., encontramos uma síntese da visão cristã de realidade: vivemos num mundo criado por Deus, o qual se encontra próximo de nós, embora muitos o procurem como cegos que tateiam seu caminho. Ou seja, vivemos numa realidade aberta.

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