A Loucura da Pregação
Palavra

"Visto como, na sabedoria de Deus o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus saber os que creem pela loucura da pregação" (1Co 1.21).

O apóstolo Paulo está escrevendo sua primeira carta aos Coríntios da cidade de Éfeso. Naquela cidade grega, o veterano apóstolo havia passado dezoito meses, plantando uma igreja num reduto assaz corrompido moralmente. Os gregos não apenas estavam rendidos à depravação moral, mas também estavam abertos a discutir novas ideias e a ouvir diferentes vertentes filosóficas. Mas, o evangelho que Paulo pregou e pelo qual Deus ainda salva os que creem não é uma ideia entre outras, mas o único meio pelo qual ele chama os eleitos à salvação. Esse está centrado na pessoa e na obra de Cristo. Seu eixo principal é a cruz, onde o Filho de Deus carregou sobre seu corpo, nossos pecados. A pregação não é um discurso religioso, mas uma mensagem solene sobre a morte expiatória de Cristo. Por isso, o apóstolo fala da loucura da pregação. Destaco aqui três verdades:

Em primeiro lugar, a pregação é uma loucura porque seu conteúdo é a cruz. A cruz era o método mais terrível de pena capital no primeiro século. Aquele que era dependurado na cruz era considerado maldito. Sofria dores atrozes, repúdio absoluto e opróbrio sem igual. Pois, o Messias que Paulo anunciou e nós ainda proclamamos foi pregado na cruz. Foi exposto à vergonha e ao opróbrio. Foi suspenso entre a terra e o céu no mais horrendo espetáculo de dor. A cruz era escândalo para os judeus e vergonha para os gentios (1Co 1.23). Mas, foi na cruz que Deus fez refulgir seu mais eloquente amor e reluzir sua mais profunda justiça. Foi na cruz que Deus puniu nossos pecados, imputando-os a seu Filho. Foi na cruz que Deus desamparou seu Filho para nos perdoar e nos justificar. Foi na cruz que a cabeça da serpente foi esmagada, o preço da nossa redenção foi pago e a nossa salvação foi consumada.

Em segundo lugar, a pregação é uma loucura porque o sua exigência é radical. A pregação exige de todos os homens arrependimento e fé em Jesus. A menos que o homem reconheça que está perdido e se arrependa de seus pecados, pondo em Jesus sua confiança não pode ser salvo. Não salvação em nenhum outro nome, exceto no nome de Jesus. A pregação é uma oferta da salvação feita a todos, mas somente os que se arrependem e creem são salvos. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê e só daquele que crê. Ninguém pode ser salvo pelas obras nem mesmo pela sua religiosidade, apenas pela graça mediante a fé. A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo (Rm 10.17). 

Em terceiro lugar, a pregação é uma loucura porque sua mensagem não agrada aos sábios deste mundo. A pregação não é um discurso humanista, que exalta o homem e o coloca no pedestal. Ao contrário, fere seu orgulho mostrando que sua sabedoria é incapaz de reconhecer a existência de Deus ou mesmo as obras de Deus. O mundo não conhece a Deus por sua sabedoria. É por isso, que Deus não chamou muitos sábios e entendidos deste mundo, mas os pequeninos e humildes. É claro que essa arrogância não tem a ver com conhecimento e posição social. Há homens doutos humildes e homens ignorantes soberbos. Há homens ricos quebrantados e há homens pobres arrogantes. Um indivíduo soberbo coloca-se fora do alcance do evangelho. A pregação lhe é loucura. Mas, aos que se humilham sob a poderosa mão de Deus, pela obra do Espírito Santo, esses ouvem, esses se arrependem, esses creem, esses são salvos pela graça. Oh, bendito evangelho! Oh, bendita loucura do evangelho! O apóstolo Paulo troveja sua voz e diz: "A loucura de Deus é mais sábia que do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens" (1Co 1.25).

Reverendo Hernandes Dias Lopes
Diretor executivo da LPC

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Não olhe para trás
Palavra

“Lembrai-vos da mulher de Ló” Lc 17.32

A mulher de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal. Embora o anjo de Deus tenha dado uma ordem urgente para sair de Sodoma, ela manteve seu coração na cidade condenada. A despeito de ser exortada a não olhar para trás, ela desobedeceu e virou uma estátua de sal. Embora a ordem tenha sido para salvar a sua vida, ela perdeu a vida. Olhar para trás foi um descaso acintoso com o salvamento enviado por Deus. Foi um gesto de ingratidão à graça e um abuso da misericórdia. Foi uma demonstração de amor ao mundo.

A mulher de Ló amou o que se tornou sua ruína. Viu os milagres da graça, mas endureceu seu coração. Alimentou seu coração com as vantagens de Sodoma e deixou de usufruir a bem-aventurança eterna. Essa mulher se tornou o monumento da incredulidade. Sua estátua é um grito de alerta aos ouvidos da história. As ofertas do mundo são sedutoras, mas perigosas. O brilho de Sodoma é falso. A prosperidade de Sodoma é passageira. Os prazeres que transbordam em Sodoma levam à morte. O pecado de Sodoma é uma afronta a Deus e as coisas que acontecem nos bastidores de Sodoma são um escândalo no céu.

Amar o mundo é perecer com ele. Desobedecer a Deus é pavimentar o caminho do desastre. Apresse-se a salvar a sua vida. Fuja deste mundo tenebroso e não olhe para trás!

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Vivendo em Cristo
Palavra

Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda. (1 João 2.28) 

O que você deve fazer quando pensamentos de morte o amedrontam e a sua consciência o aborrece? Continue a viver em Cristo. Você precisa acreditar que não pode realizar coisa alguma por meio das suas próprias obras e que a única forma é por meio da justiça de Cristo. João 6.29 diz que a obra de Deus é “crer naquele que ele enviou”. Assim, quando Natã corrigiu Davi e este confessou seu pecado, Natã replicou: “O Senhor perdoou o seu pecado. Você não morrerá” (2Sm 12.13). Davi simplesmente vivia na graça. Ele nem mesmo pensava em tentar satisfazer a Deus com suas obras. Quando Natã disse: “O Senhor perdoou o seu pecado”, ele estava proclamando a mensagem da graça. E Davi acreditou nela.

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Relacionamentos rompidos
Palavra

À mulher, [Deus] declarou: “Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos. Seu desejo será para o seu marido, e ele a dominará”. E ao homem declarou: “[…] maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida”. (Gênesis 3.16-17)

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Meu pai me ensinou como morrer
Palavra

R. C. Sproul

O texto abaixo foi extraído do livro Antes de Partir, de Nancy Guthrie, da Editora Fiel

Será que nos atreveríamos a pensar na morte como uma vocação? O autor de Eclesiastes fez esta declaração:

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