Graça especial e graça comum

Então o Senhor Deus declarou à serpente: “[…] Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. (Gênesis 3.14-15)

Ontem observamos três lampejos da graça. Porém, reservei para hoje o que costumamos chamar de “proto-evangelho”, ou a primeira proclamação do evangelho da graça, encontrada em Gênesis 3.15, quando Deus declara seu juízo contra a serpente. Podemos dividi-la em duas partes.

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Por que pastores se matam?
Palavra

Por Gerson Borges

Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de Pedra
Como posso Sonhar ?
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
(Milton Nascimento/ Fernando Brant)


Tem muitas pessoas perguntando, debatendo e conversando a respeito do assunto. Certa manhã, lidando com a minha agenda pastoral e suas infindáveis e enormes demandas bio-psíquico-espirituais, a pergunta retornou. E não fugi dela, encarei. Afinal, por que pastores se matam?

Pastores se matam porque pensam que são Deus e podem resolver tudo. Quando acordam desse desvario, quando a fatura chega, não tem como bancar. Já brinquei de (ser) Deus. Brinco mais não. Sai fora. Não tem graça!

Pastores se matam porque são pessoas boas. Só pessoas boas ficam deprimidas. Pastores-lobos ficam cínicos. São discípulos de Hofni e Finéias. Usam as pessoas. Gente que é gente se deprime. Psicopatas, a empatia é zero, mas deprimem e destroem os outros.

Pastores se matam quando vestem máscaras de santidade. Não brigam com a mulher. Tem filhos perfeitos. Nunca pecam. Oram muitas horas por dia. Respondem no mesmo dia um número infindável de ligações e esvaziam sua caixa de entrada de e-mails antes das dezoito horas. Ah, jamais deixam acontecer o absurdo de uma mensagem de whatsapp ficar mais de uma hora sem resposta. Imagina!

Pastores se matam porque não conseguem dizer não. O que vão dizer deles? Estão ali para servir. São pagos para atender a todos, o tempo todo. “Ovelha é um bicho carente, não sabe se cuidar”, alguns argumentam. “Vai que se engracem para outro rebanho, outro redil?”, outros justificam, e a acrescentam: “Pastor tem de ter cheiro de ovelha”. E quem disse que o cheiro é bom? Onde já se viu feridas purulentas do pecado cheirar a alfazema?

Pastores se matam porque querem concorrer com o consumismo religioso. Pregam o Evangelho, enquanto os Outros, os Lobos, pregam autoajuda espiritualizada. Proclamam as Escrituras enquanto os Lobos vendem prosperidade. É uma luta desleal. Lutar ingenuamente essa luta é uma máquina de moer carne.

Pastores se matam porque não podem trocar de carro sem ouvir piadinhas egoístas. Se compram uma casa – em geral, financiada a perder de vista, “estão enriquecendo à custa das pobres ovelhas”. Uma vez ouvi: “Você chegou a São Paulo com uma mão na frente e outra atrás!”. O que responder? Um comentário de tamanha mesquinharia merece réplica? Chega a dar preguiça. Sério.

Pastores se matam porque não cuidam do corpo e não brincam. Devem dormir de paletó, não é possível. “Nosso descanso não é nesse mundo”, escutei de um deles. Querem ser maiores que o seu Senhor, contrariando a admoestação bíblica. Jesus dormiu e cochilou de cansado. Se bobear, pastores não dormem nem à noite…

Pastores se matam porque adoecem, como qualquer outro ser humano e que, se não tratar, entra em colapso. Stress é o “pecado que jaz à porta” do pastor. Pecados sexuais idem. Orgulho então... O pastor, como os profissionais da saúde, os policiais e outras carreiras de risco, deveriam ser cuidados e não apenas cuidar. Quem cuida de quem cuida, como costuma perguntar a amiga terapeuta, Roseli Kunhrich? Quem cuida do seu pastor?

Pastores se matam porque passam a ler a Bíblia só para fazer sermões, porque desconhecem o ócio santo e criativo, por que não ouvem música, não namoram, não dançam, depois de um “vinho com a mulher da sua mocidade” (Pv. 5.18 ). Nem leem João Crisóstomo, Richard Baxter, Eugene Peterson, Osmar Ludovico, Ricardo Barbosa, verdadeiros pastores de pastores!

Pastores se matam de raiva, de tristeza, de crise vocacional, de frustração, de pobreza, de baixa autoestima, de falta de sexo, de decepção, de abandono, de tanto trabalhar, de falta de férias decentes, de cobranças injustas, de tanto se cobrar por não saber tudo e se cobrar para ser bom em tudo – pregar como Agostinho, Spurgeon, Bily Graham ou Tim Keller, visitar como um psicólogo ou médico da família, administrar como um CEO, pensar como um filósofo, ensinar como um PhD, ser pai como um guru familiar. Já pensou? Um profissional assim (sem falar que não podem ser profissionais – até porque não podem cobrar como um) merece que salário?

Pastores se matam aos poucos e aos montes. Quietos no seu abandono, na sua tristeza de não ser que os outros acham que são – ou querem que sejam: santos impecáveis.

Sou pastor. Não vou me matar. Não posso morrer pelos pecados dos outros. Nem pelos meus! Jesus já fez isso. Aliás, o pastor mesmo é ele. O Bom Pastor. Eu? No máximo, como diria Fernando Pessoa, sou “um guardador de rebanhos”. Pecador. Isso só e olhe lá. Se você é um pastor de verdade, “companheiro dos outros no sofrimento” (Ap. 1.8), fique esperto! Não se mate por nada. Nem por tudo. Se matar pelo rebanho, ou por ambições neuróticas e messiânicas, não tem nada a ver com morrer por Jesus.

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Transformando o fracasso em vitória
Palavra

O fracasso faz parte da vida. Ele é o preço que pagamos pelo progresso. Por isso precisamos aprender a viver com os erros e olhar para o fracasso por um aspecto positivo. Precisamos ser fortes diante dos insucessos. Salomão diz: “Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena” (Pv 24.10). John Maxwell diz: “A diferença entre as pessoas medianas e os empreendedores é sua percepção e sua reação diante do fracasso”. Paul J. Meyer confirma: “a vida é 10% daquilo que acontece comigo e 90% de como eu reajo a isto”.

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O Senhor Proverá
Palavra

Rev. Arival Dias Casimiro

“E pôs Abraão por nome àquele lugar — O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá” (Gn 22.14).

O Senhor proverá. Isso significa que Deus vê antes e providencia tudo aquilo que precisamos. Ele conhece todas as nossas necessidades. Ele sabe tudo que precisamos antes que o peçamos. Ele tem infinitos recursos para suprir as nossas necessidades. Ele quer que vivamos sempre na sua dependência, com uma fé singela e operosa. Não há nada que precisamos que Ele não possa suprir. Os seus estoques são inesgotáveis. O Senhor proverá! Creia nisto e descanse o seu coração. Aqui mesmo, em nossa Igreja, Ele tem feito milagres extraordinários de provisão, salvação, cura e libertação. São bênçãos imerecidas, inegáveis e imprescindíveis.
Há três lições sobre a provisão de Deus que precisamos aprender.

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A oração da cura

Cura-me, Senhor, pois os meus ossos tremem: todo o meu ser estremece.(Sl 6.2,3.)

Ainda bem que há um Deus atrás do qual eu possa correr em busca de cura, a exemplo do salmista: “Cura-me, Senhor, pois os meus ossos tremem” (Sl 6.2). Em muitos casos, a medicina nada mais pode fazer. E todos sabem e confessam que só resta o poder de Deus.

Não devo procurar Deus apenas quando se trata de cura física. Há muitas outras doenças de cura complicada, de cura demorada, de cura incerta e de cura impossível. No contexto do Salmo 6, tudo indica que o salmista estava precisando de uma cura muito ampla. Ele fala em desfalecimento, tristeza, choro e lágrimas.

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